O aumento de casos de viroses respiratórias e síndromes gripais tem elevado a procura por atendimento nas unidades de saúde de Itajaí. Diante da alta demanda, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu ampliar em 12 o número de leitos de retaguarda na UPA do Centro Integrado de Saúde (CIS).
A medida foi adotada após o crescimento expressivo de atendimentos relacionados a gripe, Influenza, COVID-19 e outras viroses respiratórias, que têm afetado principalmente idosos e pessoas com doenças crônicas. Entre os dias 2 e 4 de março, as Unidades de Pronto Atendimento registraram 4.504 atendimentos. Desse total, 979 pacientes apresentaram sintomas respiratórios e 75 tiveram diagnóstico positivo para Influenza A, Influenza B ou Covid-19.
A pressão sobre o sistema de saúde também levou o Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen a informar oficialmente à Central de Regulação de Internações Hospitalares da macrorregião da Foz do Rio Itajaí que está operando acima da capacidade instalada, com superlotação no serviço de urgência e emergência.
Segundo a Secretaria de Saúde, o aumento de casos está relacionado à maior circulação de vírus respiratórios na região. Tradicionalmente, os quadros de Síndrome Respiratória Aguda costumam se intensificar entre maio e junho, com a chegada do inverno. Neste ano, porém, o crescimento da demanda tem sido observado de forma antecipada, possivelmente em razão de mudanças climáticas e outros fatores ambientais.
Além da ampliação de leitos, o município reforçou o número de profissionais nas unidades e intensificou orientações à população para reduzir a transmissão das doenças.
Entre as recomendações estão evitar aglomerações, utilizar máscara em caso de sintomas gripais, redobrar os cuidados com idosos e procurar inicialmente as Unidades Básicas de Saúde em situações leves. Pacientes do grupo de risco, como idosos e pessoas com doenças crônicas, devem buscar atendimento imediato ao apresentar sintomas respiratórios.
A Secretaria de Saúde também destaca que manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência e manter ambientes ventilados são medidas essenciais para reduzir a circulação de vírus respiratórios e garantir atendimento adequado aos casos mais graves.














