segunda-feira, março 16, 2026
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Governo de SC usa tecnologia com “isopor” e entrega elevados da Antônio Heil nove meses antes do prazo

O Governo de Santa Catarina utilizou uma solução inovadora de engenharia para acelerar as obras do complexo viário que liga a Rodovia Antônio Heil (SC-486) à BR-101, em Itajaí. A estrutura foi construída com blocos de poliestireno expandido (EPS), material conhecido popularmente como isopor, aplicados sob o asfalto para estabilizar o terreno.

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A técnica permitiu concluir a obra dos dois elevados da interseção nove meses antes do prazo previsto. O projeto recebeu investimento de aproximadamente R$ 60 milhões e integra o programa Estrada Boa, coordenado pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade de Santa Catarina.

Segundo o governador Jorginho Mello, o uso da tecnologia foi decisivo para acelerar o cronograma.

“Essa tecnologia é inovadora. Imagina você usar isopor para substituir o aterro nas nossas obras viárias. E o melhor é que a gente consegue acelerar o cronograma e entregar antes do prazo, como foi o caso dessa obra de interseção da BR-101 com a Antônio Heil, que ficou uma maravilha e tem ajudado muito os motoristas que circulam na região”, afirmou.

Na prática, o EPS substitui o aterro tradicional de terra ou rocha em locais onde o solo é muito úmido e instável. O material funciona como um enchimento ultraleve, sobre o qual são aplicadas camadas de drenagem, membranas de proteção, base estrutural e, por fim, o asfalto.

Uma das principais vantagens é o peso reduzido: o poliestireno expandido pode ser até 100 vezes mais leve que a terra. Em obras convencionais sobre solos moles, é necessário aguardar longos períodos para que o terreno se compacte naturalmente. Com o uso do EPS, essa etapa praticamente deixa de existir, permitindo avançar mais rapidamente na execução da via.

Apesar da leveza, a estrutura é projetada para suportar tráfego pesado. O peso dos veículos é distribuído pelas camadas estruturais da rodovia, garantindo resistência à circulação de caminhões e carretas. O material também recebe aditivos que evitam a propagação de chamas e proteção contra agentes químicos. A vida útil estimada desse tipo de estrutura varia entre 50 e 100 anos, com manutenção adequada.

Além do avanço tecnológico, o complexo viário tem importância estratégica para a mobilidade e logística da região. A nova estrutura melhora o fluxo entre Itajaí e Brusque, facilitando o deslocamento de veículos e o escoamento da produção industrial e agrícola do Vale do Itajaí em direção à BR-101 e ao Porto de Itajaí.

Para o secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Jerry Comper, a solução foi fundamental para viabilizar a obra em um terreno com baixa estabilidade. Segundo ele, o uso do EPS permitiu avançar rapidamente mesmo em uma área de banhado, garantindo mais eficiência na execução do projeto.

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