Vacinação é destinada a crianças de seis meses a menores de um ano e segue orientação do Ministério da Saúde
A Prefeitura de Navegantes, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta semana a aplicação da chamada “dose zero” da vacina contra o sarampo em crianças de seis meses a menores de um ano. A medida segue recomendação do Ministério da Saúde e busca reforçar a proteção da população mais vulnerável diante do aumento de casos da doença nas Américas.
A vacinação está disponível em nove unidades básicas de saúde do município — Gravatá, Meia Praia, Verde Mar, Central, São Paulo, Nossa Senhora das Graças, São Domingos II, Machados e Escalvados — sempre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h.
A decisão de antecipar a imunização com a D0 (dose zero) ocorre após alerta emitido pela Nota Técnica nº 63/2025 do Ministério da Saúde, que aponta a elevação significativa da circulação do vírus em países vizinhos ao Brasil, como a Argentina. Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), até 19 de abril foram registrados 2.325 casos e quatro mortes por sarampo no continente americano.
Embora o Brasil mantenha o status de país livre da doença, autoridades locais alertam para o risco real de reintrodução do vírus, especialmente em cidades com grande fluxo de pessoas. “Somos uma cidade com aeroporto e porto em funcionamento constante, o que aumenta a exposição. Já estamos nos preparando para possíveis cenários de retorno do sarampo”, explicou o secretário de Saúde de Navegantes, Pablo Sebastian Velho.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a cobertura vacinal contra o sarampo no município ainda está abaixo do ideal. Apenas 61,36% das crianças com 15 meses completaram o esquema vacinal da tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. A meta mínima é de 95%.
O secretário reforça que a única forma de prevenir o sarampo é por meio da vacina. “É uma doença grave, que pode deixar sequelas permanentes e até levar à morte. A vacina é segura, eficaz e está disponível gratuitamente. É fundamental que pais e responsáveis façam sua parte”, afirmou.
O diretor da Vigilância em Saúde, Tiago Lopes, informou que o município fará uma busca ativa para identificar pessoas com vacinação atrasada ou incompleta. “Crianças de 15 meses até adultos de 29 anos devem ter duas doses. Pessoas entre 30 e 59 anos precisam de pelo menos uma. Profissionais da saúde, independente da idade, devem ter duas doses”, detalhou.
Grávidas não devem ser vacinadas com a tríplice viral. Nestes casos, a orientação é que o imunizante seja aplicado no puerpério, período pós-parto.
















