quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Maioria dos municípios da AMFRI estão com avaliação financeira positiva em 2024

Camboriú, Balneário Camboriú e Navegantes estão com as finanças saudáveis

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Por: Jeane Carla

Oito dos 11 municípios da Amfri estão com a classificação A+ na Capacidade de Pagamento (CAPAG), um indicador elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Essa avaliação mede a saúde financeira de estados e municípios, considerando critérios como endividamento, poupança corrente e liquidez. A CAPAG é determinante para identificar se um ente público pode contrair novos empréstimos com garantia da União sem comprometer as finanças do Tesouro Nacional.

A análise da CAPAG também revelou um panorama financeiro diversificado entre os municípios da Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí (AMFRI):

Classificação A – Gestão de Excelência:

  • Balneário Camboriú: Destaque em liquidez (7,60%) e endividamento (12,09%), com necessidade de melhoria na poupança corrente (89,35%).
  • Camboriú: Combina liquidez elevada (24,34%) e baixo endividamento (8,63%).
  • Navegantes, Porto Belo e Balneário Piçarras: Equilíbrio financeiro, com Piçarras liderando em liquidez (27,97%).
  • Itapema, Luís Alves e Ilhota: Boa performance geral, mas Ilhota apresenta oportunidade de melhorar sua poupança corrente (86,02%).

Classificação B – Gestão em Desenvolvimento:

  • Itajaí: Endividamento sólido (9,06%), mas enfrenta desafios em liquidez (1,44%) e poupança corrente (90,27%).

Classificação C – Necessidade de Ajustes:

  • Penha: Apresenta liquidez negativa (-3,34%), embora registre alta poupança corrente (99,49%).
  • Bombinhas: Boas condições de liquidez (7,68%), mas poupança corrente compromete sua classificação (95,31%).

O Catarina Notícias conversou com Fernando Garcia Junior, secretário de Finanças de Camboriú e Felipe dos Santos de Souza, contador Municipal, que é uma das cidades da AMFRI que se destacou com a classificação A e ele explica que o feito reflete uma gestão fiscal responsável e transparente, consolidando a cidade como um exemplo na administração de recursos públicos.

Fernando Garcia Junior - Secretário de Finanças de Camboriú
Fernando Garcia Junior – Secretário de Finanças de Camboriú
Felipe dos Santos – Contador Municipal de Camboriú

Entre as estratégias que levaram ao avanço, destaca-se o aumento na eficiência da arrecadação, o controle rigoroso de despesas e uma política conservadora de endividamento. “Implementamos auditorias e monitoramos indicadores fiscais em tempo real, o que trouxe mais segurança para investimentos e capacidade de cumprir obrigações financeiras”, explica o secretário da Fazenda.

Apesar da conquista, a administração reconhece desafios contínuos na gestão das dívidas de curto e longo prazo. A volatilidade da arrecadação municipal, causada por oscilações econômicas, exige uma gestão eficaz do fluxo de caixa. No longo prazo, o controle da dívida pública é essencial para garantir que projetos de infraestrutura não comprometam o equilíbrio fiscal.

“O índice de endividamento de Camboriú está dentro dos limites estipulados pela legislação. Isso nos dá liberdade para investir em obras e serviços essenciais sem sobrecarregar o orçamento”, destacam.

Embora Camboriú ainda não receba notas de agências internacionais como Fitch ou Moody’s, sua classificação pela Capag demonstra solidez fiscal e potencial para atrair financiamentos com condições mais vantajosas. “A boa gestão financeira reforça a confiança de investidores e da população, criando um ambiente favorável para o crescimento econômico”, afirmam.

O Estado também fez a lição de casa

O avanço de Santa Catarina, que antes estava na classificação C, é atribuído à implementação do Plano de Ajuste Fiscal (Pafisc). Com ações voltadas à redução de despesas, aumento de receitas e maior controle de gastos, o Estado assegurou credibilidade junto a investidores e viabilizou acesso a financiamentos com condições mais vantajosas, podendo captar até R$ 3,08 bilhões para investimentos estratégicos.

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