Prefeitura pretende cobrar os custos do proprietário e pode transformar o terreno em espaço público
A Prefeitura de Itajaí começou nesta terça-feira, dia 15, a demolição de um prédio abandonado localizado na rua Antônio Ayres dos Santos, no bairro São Vicente. O imóvel, que há mais de 30 anos gerava reclamações de moradores por problemas de segurança e saúde pública, será completamente removido nas próximas semanas.
A ação envolve equipes das secretarias de Obras e de Desenvolvimento Urbano e Habitação, além do apoio de forças de segurança. O processo de demolição deve durar aproximadamente dois meses até a limpeza total da área.
Segundo a prefeitura, os dois blocos do conjunto — com quatro andares cada — foram considerados estruturalmente condenados, sem possibilidade de recuperação. A decisão pela derrubada contou com autorização do Poder Judiciário. O prédio apresentava instabilidade estrutural grave e avançado estado de deterioração.

O custo da operação gira em torno de R$ 600 mil, valor que, conforme informou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, João Paulo Kowalsky, será cobrado do proprietário do imóvel. Caso o pagamento não ocorra, o Município poderá buscar a posse do terreno para implantar um equipamento público.
“Hoje é uma virada de página para o Município. Se o valor não for pago, vamos atrás do terreno para que aqui seja feito um equipamento público”, afirmou o secretário.
O prefeito de Itajaí, Robison Coelho, também comentou sobre a possível destinação da área, destacando a intenção de transformá-la em benefício coletivo.
“Eu prefiro construir, mas tem casos como esse que não têm alternativa, é preciso destruir. Vamos negociar para que essa área venha para o Município, sim, para que a gente possa entregar, ao invés de um local que trazia insegurança para a população, colocar aqui uma escola”, declarou.
Moradores da região acompanharam o início da demolição e demonstraram alívio. De acordo com relatos, o prédio abandonado era frequentemente ocupado por usuários de drogas e pessoas em situação de rua, além de registrar brigas e causar medo a quem transitava pelo local durante a noite.
“A ação do Município de vir aqui e colocar abaixo esse prédio, para nós, é uma vitória”, comentou Luiz Fernando Pontes Russi, síndico de um prédio vizinho.
“Esse prédio abandonado deixava o bairro mais perigoso e feio. Agora, temos esperança de ver algo útil aqui”, acrescentou o vice-prefeito Rubens Angioletti.
De acordo com o secretário municipal de Obras, Tarcizio Zanelato, a estrutura será removida com cautela, em processo manual, para evitar riscos a trabalhadores e moradores próximos. A previsão é de que em 30 dias todo o esqueleto do prédio esteja no chão, e a limpeza completa da área seja finalizada em até dois meses.
















