quarta-feira, fevereiro 4, 2026
InícioGeralQuadrilha utilizava empresas de fachada para ocultar drogas em cargas de alimentos...

Quadrilha utilizava empresas de fachada para ocultar drogas em cargas de alimentos congelados

Justiça bloqueia bens e contas bancárias de investigados que movimentaram centenas de milhões

- Anúncio -

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (20), a Operação Iceberg, para derrubar um grupo criminoso que traficava cocaína para o exterior escondida em cargas de alimentos congelados. A droga era exportada por meio de portos de Santa Catarina e Paraná, com apoio de funcionários de empresas de logística.

Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão nos estados de Santa Catarina (Itapoá, Garuva e Rio do Sul), Paraná (Curitiba e Paranaguá) e São Paulo (Sorocaba e Quadra). Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens de 17 pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

Foto: Divulgação/Polícia Federal

A investigação começou após a apreensão de três cargas de cocaína na Líbia, Libéria e Serra Leoa, em dezembro de 2022. A droga estava escondida em contêineres de frango congelado exportados pelo porto de Itapoá (SC).

A quadrilha contava com funcionários de empresas de logística que tinham acesso a informações sigilosas sobre os embarques. Eles ocultavam a cocaína entre os alimentos e recrutavam outros trabalhadores para expandir a operação a portos como o de Paranaguá (PR).

Foto: Divulgação/Polícia Federal

O grupo também usava empresas de fachada para movimentar dinheiro e pagar os envolvidos. Em três anos, as transações financeiras chegaram a aproximadamente R$ 450 milhões.

A ação criminosa afetou empresas exportadoras legítimas, que não tinham conhecimento da fraude. A adulteração das cargas causou prejuízos milionários e interrompeu negócios com países africanos.

Além disso, dois empresários líbios que compraram a carga contaminada foram presos sob acusação de tráfico internacional e enfrentavam risco de prisão perpétua. Eles só foram libertados depois que a Polícia Federal esclareceu os fatos à Justiça da Líbia.

Os suspeitos responderão por tráfico de drogas, associação para o tráfico, financiamento ao tráfico e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas variam de 3 a 20 anos de prisão.

POSTAGENS RELACIONADAS
- Anúncio -

Mais Visitados

- Anúncio -