quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Emasa inicia diálogo com comunidade quilombola do Morro do Boi para viabilizar água e esgoto

Ação marca o primeiro passo para estudos de um projeto definitivo que atenda 56 famílias da comunidade

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A Empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Camboriú (Emasa) esteve nesta terça-feira (20) na comunidade quilombola do Morro do Boi para uma conversa com os moradores sobre a viabilidade de implantação de redes de abastecimento de água e coletora de esgoto. A visita foi liderada pelo diretor técnico da Emasa, Jefferson Andrade, acompanhado de equipe técnica da autarquia, e contou com a participação da representante da comunidade, Maisa Valar.

Atualmente, as 56 famílias que vivem na região enfrentam uma situação considerada crítica. O abastecimento de água ocorre, em grande parte, por meio do acúmulo de água da chuva em caixas d’água, além do uso pontual de ponteiras improvisadas com mangueiras. Em períodos de maior consumo, especialmente no verão, muitos moradores precisam recorrer à compra de água por caminhão-pipa, o que gera alto custo. Há ainda casos em que moradores precisam se deslocar para outras regiões da cidade para realizar atividades básicas, como o banho.

O diretor-presidente da Emasa, Auri Pavoni, reforçou o compromisso institucional da autarquia com a comunidade. “Estamos tratando de uma questão social e humana muito sensível. A Emasa não vai medir esforços para buscar uma solução que atenda ao anseio dos moradores e respeite as características da região. Sabemos que é um projeto complexo e que exige investimento, planejamento e responsabilidade técnica, mas nosso objetivo é levar dignidade e qualidade de vida a essas famílias”, declarou.

Auri Pavoni também ressaltou a importância do diálogo direto com a comunidade como ponto de partida. “Ouvir os moradores, entender a realidade local e construir esse caminho de forma transparente é fundamental. Esse encontro marca o início de um processo que precisa ser bem feito, com soluções estruturantes, e não apenas medidas emergenciais”, completou.

Segundo Jefferson Andrade, do ponto de vista técnico, trata-se de um dos maiores desafios enfrentados pela Emasa. “É uma área em cota elevada, o que exige soluções específicas para fazer a água chegar até lá, com sistemas de bombeamento e estruturas adequadas para acumulação. Da mesma forma, a coleta e o tratamento de esgoto precisam ser pensados com muito cuidado. Não estamos falando de algo simples ou paliativo, mas de uma solução definitiva, que realmente resolva o problema dessas famílias”, afirmou.

O diretor técnico destacou ainda que a Emasa já trabalha com a premissa de investir em estudos aprofundados antes de qualquer intervenção. “Vamos contratar uma empresa especializada para elaborar um projeto completo e um estudo de viabilidade técnica. Precisamos entender todas as condicionantes da área para definir a melhor alternativa, garantindo que o investimento resulte em uma solução duradoura para a comunidade quilombola do Morro do Boi”, explicou Jefferson Andrade.

A Emasa seguirá agora com os encaminhamentos técnicos necessários para a contratação do estudo de viabilidade e do projeto, que irão nortear as próximas etapas. A proposta é construir uma solução definitiva de abastecimento de água e esgotamento sanitário, compatível com as condições geográficas do Morro do Boi e capaz de atender, de forma segura e sustentável, todas as famílias da comunidade quilombola.

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