quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Megaobra de macrodrenagem em BC: solução contra alagamentos e desafios na execução

Projeto de R$ 52 milhões promete minimizar impactos das chuvas na cidade, mas enfrenta desafios técnicos e climáticos

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Por: Jeane Carla

A cidade de Balneário Camboriú dá início a uma das maiores obras litorâneas de macrodrenagem do Brasil. O projeto, avaliado em R$ 52 milhões, busca conter os recorrentes alagamentos que atingem a região e evitar que a areia da Praia Central seja levada pelas enxurradas, como ocorreu no último dia 16 de janeiro de 2025.

A obra, que começa efetivamente após o Carnaval, prevê a colocação de galerias a partir da altura da Rua 2000, na direção Norte da Praia Central, até o Rio Marambaia, e terá impactos temporários, mas é considerada essencial para a infraestrutura da cidade.

Foto: Catarina Notícias/Jeane Carla

Os testes com maquinário para definir os equipamentos adequados para operação na areia já começaram. De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano de Balneário Camboriú, Carlos Humberto Silva, o cronograma da megaobra mantém a previsão de conclusão para dezembro de 2025.

A segunda etapa está prevista para fevereiro de 2026, e se estenderá na direção sul até a Rua 3920.

“Antecipamos essa fase de testes justamente para minimizar transtornos durante o Carnaval e garantir uma execução mais rápida e eficaz”, explicou Carlos Humberto.

Foto: Catarina Notícias/Jeane Carla

A obra promete melhorias significativas para a população e para o turismo, protegendo a infraestrutura da cidade contra futuros alagamentos. Segundo o secretário de Planejamento, bairros como Nações e Ariribá serão diretamente beneficiados, pois a drenagem também está conectada à Avenida Atlântica e ao Rio Marambaia.

“Hoje, quando ocorre uma chuva forte, o Rio Marambaia não suporta a quantidade de água que desce dos morros, contribuindo para inundações. Com essa estrutura, isso será mitigado”, afirmou o secretário.

Foto: Arquivo/PMBC
Foto: Arquivo/PMBC

Outro ponto positivo é a reutilização da areia retirada durante as escavações, que será utilizada para recompor buracos formados pela última inundação na faixa de areia da praia. Além disso, a macrodrenagem ajudará a preservar a estrutura da orla, impedindo que futuros alagamentos causem erosão na praia.

A execução do projeto não está isenta de desafios. De acordo com o secretário, um dos principais obstáculos é o tempo.

“Precisamos de um período prolongado sem chuvas para avançar na obra”, destacou. Além disso, o solo arenoso da praia apresenta dificuldades na instalação das galerias, que possuem 3 metros por 2 metros cada e totalizam 5.290 unidades a serem transportadas e enterradas na orla.

Para minimizar impactos ambientais, a obra recebeu licença do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) e está sendo fiscalizada por uma empresa especializada contratada via licitação.

“Todas as exigências do IMA estão sendo cumpridas, garantindo que não haja danos ao ecossistema local”, afirmou Carlos Humberto.

Foto: Catarina Notícias/Jeane Carla

Durante a execução da obra, alguns equipamentos públicos localizados na orla, como quiosques, postos de salva-vidas e campos de bocha, precisarão ser temporariamente realocados, mas retornarão aos seus locais originais após a finalização do projeto.

O secretário reforça que a obra, apesar dos incômodos temporários, é essencial para o futuro da cidade.

“Essa é a maior obra litorânea de macrodrenagem do Brasil e foi projetada para suportar chuvas de 25 a 100 anos. Os alagamentos ainda vão ocorrer, mas o objetivo é evitar que a Praia Central seja danificada. É um projeto de extrema importância para Balneário Camboriú”, concluiu Carlos Humberto

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