Colheita deve começar a partir de segunda-feira (26) e só em uma propriedade do bairro Paciência a produção deve ser de 2 mil melancia
No alto de um morro na localidade do bairro Paciência, zona rural de Itajaí, seu Cesar Lana mantém a tradição de plantar melancia. Viçosas, elas já alcançaram o tamanho ideal. A colheita deve começar a partir da próxima segunda-feira (26). Somente na roça do seu Lana a expectativa é de colher cerca de 2 mil melancias, resultado de um trabalho que une experiência, tradição e dedicação ao campo.

Após a floração, quando surgem os primeiros frutos, o desenvolvimento é rápido. O período de crescimento e maturação leva cerca de 40 dias, até que a melancia atinja o ponto ideal para a colheita, com tamanho, peso e doçura adequados para o consumo. Nesta fase final, os cuidados são redobrados, principalmente com manejo do solo e proteção das plantas.
Com 78 anos e filho de agricultores, ele aprendeu ainda cedo a lidar com a terra e fez do cultivo da melancia, além de fonte de renda, uma paixão. A produção que é intercalada com a plantação de aipim representa também a preservação de um modo de vida típico do interior de Itajaí, o da agricultura familiar.
“Eu cultivo com adubo e exterco. São três tipos que eu planto aqui. A jacaré, a redonda e a jubile, que é a mais comprida. A técnica de plantar no morro, é porque a fruta se desenvolve mais doce. Aqui eu planto aipim em conjunto com a melancia para garantir maior fonte de renda”, revela o agricultor.
Seu Lana relembra que junto com o irmão já chegou a produzir 95 toneladas de melancia em uma propriedade na localidade do Campeche.
A experiência em plantar melancia já fez o agricultor saber o ponto ideal da colheita. Se a casca da fruta ainda está branca no local que fica no solo, é porque ainda não está pronta para colher.
A colheita, que se estende por vários dias, o agricultor vende na região, garantindo frutas frescas e de qualidade. Mas, a paixão pela fruta também faz muitas vezes ele doar para amigos e conhecidos da vizinhança.
A cultura da melancia é tradicional na zona rural de Itajaí e se destaca como uma alternativa econômica importante para pequenos produtores. Além de gerar renda, a atividade contribui para a diversificação da produção agrícola e para a permanência das famílias no campo.
O fortalecimento da agricultura familiar também reflete no desenvolvimento sustentável do município, valorização do produtor rural e manutenção das tradições agrícolas. Histórias como a do seu Cesar Lana demonstram que o conhecimento passado ao longo das gerações continua sendo essencial para o futuro do campo e para a identidade rural de Itajaí.
“A história do agricultor César Lana representa um dos valores fundamentais de Itajaí: a valorização e a preservação do homem do campo. Mantendo viva uma tradição familiar herdada do pai, César segue cultivando a terra não apenas pelo valor econômico da produção, mas também pelo valor emocional, cultural e social que a agricultura representa”, enfatiza a secretária de Agricultura e Expansão Urbana, Flávia Sehn.
A Secretaria Municipal de Agricultura e Expansão Urbana iniciou no início do mês de janeiro um recadastramento dos agricultores do município. A ação busca identificar quem produz, o que é produzido, as demandas existentes e as áreas que necessitam de maior incentivo, permitindo que a secretaria atue de forma mais eficiente e direcionada.
O levantamento também possibilita compreender os interesses e as necessidades dos produtores rurais, garantindo políticas públicas a adequadas a realidade do homem do campo e o fortalecimento contínuo da agricultura em Itajaí.
















