Mãe e padrasto negam violência, mas versões conflitantes aumentam questionamentos da polícia
A Polícia Civil de Campos Novos e de Herval do Oeste cumpriu, na tarde do último sábado (23), mandados de prisão contra a mãe e o padrasto da bebê Vitória, de 8 meses, que morreu no dia 20 de agosto em Joaçaba, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A investigação aponta que a criança sofreu lesões corporais causadas por agressões físicas das quais foi vítima.
Segundo a delegada Fernanda Gehlen da Silva, responsável pelo caso, durante a apuração surgiram informações conflitantes que poderiam, se confirmadas, excluir a autoria de algum dos suspeitos. “Optamos por realizar todas as diligências e colher todos os elementos possíveis para desvendar a verdade e evitar levar alguém preso sem prova mínima da culpa”, explicou.
Após intensos trabalhos investigativos, a polícia não conseguiu confirmar as versões apresentadas pela mãe e pelo padrasto. Constatou-se que ambos não estavam trabalhando e permaneciam em casa na maior parte do dia, trancados com as crianças. A delegada relatou que, durante esse período, era possível ouvir o choro intenso das crianças, além de gritos e xingamentos por parte dos adultos dirigidos aos filhos. Diante desse cenário, foi determinada a custódia cautelar dos suspeitos, que permanecerão sob prisão até o final das investigações, previstas para ocorrer dentro do prazo legal de 30 dias.
O processo segue com outras diligências, incluindo novos interrogatórios e a análise do laudo cadavérico elaborado pela Polícia Científica, que tem dado prioridade ao caso. A delegada destacou que a pressão da comunidade é grande em casos de repercussão como esse, mas que todas as medidas são tomadas de forma técnica, imparcial e baseada em provas concretas.
O pai da bebê de 8 meses se manifestou publicamente por meio de nota divulgada pelas advogadas que o representam. Ele lamentou a perda da filha e agradeceu o apoio da comunidade, afirmando que seguirá lutando pela justiça e pela proteção do filho de 3 anos, irmão de Vitória. A criança, agora sob guarda paterna, receberá cuidados contínuos da família enquanto o caso é apurado.
















