quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Calor sufocante e escolas sem ar: prefeitura corre contra o tempo para recuperar sistema elétrico

Com temperaturas elevadas e estrutura defasada, município mobiliza força-tarefa para solucionar falhas na rede elétrica e garantir funcionamento do ar-condicionado nas escolas

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As altas temperaturas dos últimos dias vêm tornando as salas de aula verdadeiras estufas, dificultando a concentração dos alunos e professores. Em muitas unidades da rede municipal, o calor extremo é agravado pela falta de ar-condicionado, consequência de problemas na rede elétrica, que não suporta a carga necessária para os equipamentos. Diante dessa crise, a prefeitura anunciou uma força-tarefa emergencial para restaurar o sistema elétrico e garantir melhores condições para o aprendizado.

Na manhã da última quinta-feira (27), a Secretaria Municipal de Educação reuniu gestores escolares e vereadores da Comissão Permanente de Educação para apresentar o plano de ação. A mobilização prioriza as escolas em situação mais crítica, mas prevê intervenções em todas as 47 unidades de ensino do município.

Criado pelo Decreto 12.112/2025, o grupo responsável pela recuperação emergencial reúne nove secretarias e órgãos municipais, que atuam de forma integrada para acelerar as melhorias. Desde o início da gestão, um diagnóstico apontou um colapso estrutural generalizado, exigindo reformas urgentes. Além da sobrecarga elétrica, as vistorias identificaram falhas que impedem o funcionamento adequado do ar-condicionado, deixando alunos e professores à mercê das altas temperaturas.

Foto: Divulgação/ PMBC

A prefeita Juliana Pavan destacou as dificuldades contratuais que travam a solução do problema. “Nosso governo preza pelo diálogo e pela transparência. Herdamos uma situação de inoperância, com apenas dois técnicos de ar-condicionado e dois eletricistas para atender toda a prefeitura. Isso torna impossível resolver os problemas das escolas no prazo que gostaríamos”, explicou.

A força-tarefa atua em múltiplas frentes, inicialmente resolvendo problemas menos complexos enquanto levanta dados para ações mais amplas. Também serão feitas intervenções para corrigir falhas estruturais, evitando que novas dificuldades surjam no meio do processo.

Fiscais foram designados para acompanhar os serviços das empresas responsáveis pela manutenção, garantindo mais agilidade e eficiência. Segundo um relatório preliminar, os trabalhos devem ser concluídos em até seis meses e o custo das reformas ultrapassa R$ 50 milhões.

Diante do cenário de colapso na estrutura das escolas, a prefeitura já avalia novas medidas para garantir que o ensino não seja prejudicado. Enquanto isso, alunos e professores seguem enfrentando o calor sufocante nas salas de aula, à espera de uma solução definitiva.

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