Santa Catarina já registrou 14.093 casos de violações contra pessoas idosas nos primeiros quatro meses de 2026, um aumento de 6,86% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 13.188 casos. Os dados são do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e consideram qualquer ato que viole os direitos humanos da vítima, como maus-tratos, negligência, abuso financeiro, violência psicológica, física ou institucional.
Em todo o país, o cenário também preocupa. Em 2025, o Brasil registrou 1.070.215 casos de violações contra a população idosa. Já em 2026, apenas nos quatro primeiros meses do ano, o número já chega a 416.538 ocorrências. Somente em Florianópolis, foram registrados 1.254 casos neste ano.
Outro dado que chama a atenção é a subnotificação. Em Santa Catarina, das 14.093 violações registradas em 2026, apenas 1.454 resultaram em denúncias formalizadas. Isso significa que uma parcela significativa das situações de violência ainda não chega oficialmente às autoridades.
Para o coordenador do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, Schenon Preto, denunciar é fundamental para garantir proteção imediata às vítimas, responsabilizar os agressores e prevenir novos casos. Segundo ele, a denúncia também possibilita o acesso da pessoa idosa a serviços essenciais, como assistência jurídica, acolhimento, acompanhamento psicológico e suporte em saúde.
Entre as formas de violência mais recorrentes estão a violência física, o abuso psicológico, a negligência, o abandono, a violência institucional, o abuso financeiro, a violência patrimonial, a violência sexual e a discriminação. Em muitos casos, os agressores são pessoas próximas, o que torna a denúncia ainda mais delicada — e indispensável.
Casos de suspeita ou confirmação de violência contra idosos podem ser denunciados pelo Disque 100, canal gratuito e disponível 24 horas por dia, além de delegacias, Ministério Público, Defensoria Pública e Conselhos da Pessoa Idosa.






















